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Conheça alguns dos convidados confirmados para a XII Aldeia Multiétnica

02//07/2018 | Por Redação

Bruna Brandão

Até o momento, as etnias indígenas confirmadas para esta edição são Krahô (TO), Kayapó Mebengôkré (PA), Fulni-ô (PE), Xavante (MT), Kariri-Xocó (AL), Guarani Mbyá (SP) e os povos do Alto Xingu (MT). Cada uma apresentará as festas, costumes, tradições, ritos de passagem e brincadeiras relacionadas à infância, sob a perspectiva de suas culturas.  

Para reforçar esse time, temos confirmados alguns convidados para lá de especiais. Conheça: 

Maria Amélia Pinho Pereira 

Há mais de 30 anos, Péo, como é carinhosamente conhecida, revolucionou o sistema de educação infantil ao fundar a Casa Redonda, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. No local, que atende crianças de 2 a 6 anos, a regra básica é uma só: incentivar o brincar – de preferência, em meio ao verde da natureza. Pedagoga com formação em Cinesiologia, desde 1987 Péo é professora do Curso de Formação de Educadores Brincantes no Teatro Escola Brincante (São Paulo) e vice-presidente do Instituto Brincante.

Santiago Jesus Manuin Mayan

Santiago é uma jovem liderança do povo Awajun, que tem seu território tradicional localizado na região norte da Amazônia peruana. Como parte do processo de construção de governos indígenas territoriais autônomos, o jovem participa da Aldeia Multiétnica para apresentar a experiência que o Peru vive desde novembro de 2015. O Governo Territorial Autônomo da Nação Wampis é o primeiro desse tipo em toda a Amazônia, com sua própria Constituição, seu Parlamento e seus órgãos executivos. A decisão se baseia no convênio ILO 169 da Organização Internacional do Trabalho e na Declaração das Nações Unidas sobre Direitos de Povos Indígenas, de 2007, ambos ratificados pelo Peru. 

Lucilene Silva 

A pesquisadora Lucilene Silva, cantora e brincante, desenvolve desde 1998 pesquisa e documentação de Cultura Infantil e Música Tradicional da Infância, Cultura Brasileira e Músicas de Manifestações Tradicionais Brasileiras. Mestre e doutoranda em Música pela UNICAMP, coordena o Centro de Estudos e Irradiação da Cultura Infantil do projeto OCA - Escola Cultural, em Carapicuíba (SP). Para ela, a riqueza da música tradicional da infância não pode ficar de fora do currículo da educação musical no Brasil.

Betty Mindlin 

Betty Mindlin, economista e antropóloga, tem uma longa história de trabalhos sobre e com os povos indígenas brasileiros. De seus projetos de pesquisa nasceram uma tese de doutorado ("Nós, Paiter", publicado em 1985, pela editora Vozes) e seis livros sobre mitos, escritos em parceria com narradores indígenas. 

Kaiulu Yawalapiti

Kaiulu Yawalapiti Kamaiurá é fundadora e presidente da Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas. O principal objetivo da associação é fortalecer politicamente as lideranças femininas das aldeias para que estejam preparadas para representar as comunidades xinguanas nas reuniões dentro e fora do Parque do Xingu. A atuação da Associação Yamurikumã abrange diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Parque do Xingu, focando especialmente no papel das mulheres xinguanas nesse desenvolvimento. Entre as áreas trabalhadas, destacam-se saúde, educação, meio ambiente, alimentação tradicional, atividades agrícolas e ações de resgate e fortalecimento cultural.

Amâncio Friaça 

Amâncio Cesar Santos Friaça é um astrofísico brasileiro, especialista em cosmologia e astrobiologia. Por seu trabalho em divulgação científica, recebeu o Prêmio Jabuti em 2001, na categoria Ciências da Natureza, pelo livro “Astronomia, uma visão geral do Universo” (EDUSP, 2001).

Álvaro Tukano

Liderança indígena de etnia Tukano. Álvaro é um elo entre a etnia Tukano e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT/MCTI), no projeto “Corredor Digital”, desenvolvido em áreas indígenas da nação Tukano, na bacia do rio Uaupés, em Alto Rio Negro, Amazonas. Realizado juntamente com a Fundação Nacional do Índio (Funai), o projeto piloto desenvolveu conteúdos impressos e digitais, bem como ferramentas tecnológicas específicas, tomando como base as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Indígena, para capacitação de professores indígenas de ensino fundamental, que passaram a atuar como multiplicadores. Hoje, Álvaro é diretor do Memorial dos Povos Indígenas.

Fernando Schiavini

Fernando Schiavini é indigenista da escola rondoniana. Juntamente com outros colegas, é considerado um dos sucessores naturais de humanistas práticos como Darcy Ribeiro e os irmãos Villas Boas. Ingressou na Fundação Nacional do Índio - FUNAI,  no início da década de 1970, engajando-se, quase de imediato, na resistência à forma intervencionista e autoritária com que os governos militares tratavam a questão indígena. Contribuiu para a evolução do indigenismo brasileiro, dando voz e aliando-se à luta de personagens históricos, como Mário Juruna, Raoni Mektuktíre, Aleixo Krahô, entre outros. Foi perseguido pela ditadura militar e atuou em organizações da sociedade civil, continuando sua luta pelos direitos indígenas. Foi anistiado em 1993, retornando aos quadros da FUNAI. Fernando é também o idealizador da Aldeia Multiétnica.