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Ritual PEMP 'KAHÀC na Aldeia 2019

15//04/2019 | Por Assessoria de Comunicação

Corrida com a tora de buriti. Quem arrisca? Leopoldo Silva

De 12 a 19 de julho, representantes do povo Krahô das aldeias Cachoeira e Manoel Alves estarão na Aldeia Multiétnica para celebrar uma de suas festas mais tradicionais: o PEMP 'KAHÀC. Até ficarem adultos, os indígenas desta etnia passam por vários rituais de iniciação, que marcam as passagens da vida. 

De acordo com o indigenista Fernando Schiavini, existem três modalidades de Pemp ‘Kahàc: KATYTI, HARAPERE e KUKEN-YON-TXY. As crianças devem passar por todas elas. Este ano, teremos a honra de acompanhar a KATYTI, que significa “esteiras grandes”.

Nela, as crianças aparecem enfeitadas e encobertas por duas esteiras de adultos, que no final do ritual serão entregues de presente aos seus padrinhos. Esta é também uma maneira de renovar as esteiras da aldeia. 

Desde o ano passado, os Krahô se preparam para realizar o ritual na Aldeia Multiétnica. No último dia de nossa 12ª edição, em 2018, se reuniram com os organizadores do evento para definir a programação deste ano. Agora, estão preparando as crianças para o ritual e finalizando as esteiras.

Como o ritual acontece na Aldeia Multiétnica

Nesta edição, seguiremos o tempo de duração do Pemp ‘Kahàc na tradição: vivenciaremos diferentes fragmentos da festa durante três dias. 

Vivenciaremos: corridas com toras de buriti, preparação do paparuto (comida tradicional Krahô), pinturas corporais, cortes de cabelo tradicionais, muitas cantorias, rodas de fogueira, danças, contação de histórias, mitos e lendas. 

Quem participa da vivência tem a chance de acompanhar momentos muito profundos da tradição Krahô. Fora de suas aldeias, os indígenas consideram o espaço da Aldeia Multiétnica como casa – onde, inclusive, construíram suas casas tradicionais, que ocupam durante o evento.

Por isso, a dinâmica da programação é muito livre. Ela acontece organicamente, de acordo com o que os indígenas decidem ao longo do dia. Aos participantes, que carinhosamente chamamos de viventes, é uma forma de experienciar outras formas de viver o tempo. Para mergulhar, é preciso deixar o relógio na cidade e se integrar aos ritmos da natureza junto aos povos que estarão presentes. Uma oportunidade única. Permita-se!

Para reservar uma vaga na vivência, clique AQUI.